A disbiose intestinal é um desequilíbrio da flora intestinal – existe uma alteração na quantidade e/ou distribuição dos microrganismos que habitam o trato digestivo do cão (ou gato) que resulta na perda de equilíbrio que existe entre esta população e o seu hospedeiro.
A flora intestinal do cão/gato, o microbioma, é composto por bactérias, protozoários, fungos e vírus.
Este desequilíbrio resulta na inflamação da mucosa digestiva que passa a ser permeável a microrganismos potencialmente patogénicos ou alimentos não digeridos – aparecimento de intolerâncias alimentares.
Estas alterações causam sintomatologia gastrointestinal como fezes moles, borborigmos, pica, vómitos ocasionais, alterações de apetite (fome alternada com momentos de inapetência) e claro desconforto abdominal. Além destas, pode traduzir-se em sintomatologia dermatológica como resultado das intolerâncias alimentares: prurido, vermelhidão, alterações auriculares, etc.
Além disso, alterações de humor e comportamento podem estar relacionadas com disbiose.
Uma disbiose severá poderá ser muito difícil tratar. O ideal é sempre prevenir! Associar toma a toma de probióticos em alturas que há necessidade fazer medicação prolongada ou na troca alimentar é uma boa prática no que toca à preservação do microbioma.
Da mesma forma, realizar desparasitação apenas após coprologia positiva ou em caso de necessidade visível.
Um microbioma saudável também depende do estilo de vida do nosso cão/gato. É importante “deixar o bicho ser bicho”. A exposição diária aos microorganismo que estão no meio envolvente ajuda a manter o microbioma saudável e alerta para possíveis microrganismos patogénicos.
